top of page
No Collections Here
Sort your projects into collections. Click on "Manage Collections" to get started

Fica, sem pressa
A gente se acostuma a passar rápido pelas coisas, pelas ideias, pelas perguntas, até pelo que incomoda.
Mas tem coisa que pede calma.
Talvez valha a pena parar um pouco, aqui tem textos pra isso
1 reflexão


Matemática Surrealista
Hoje fiquei comovida em uma conversa. Há um homem no caminho que faço de carro, ele está quase sempre no mesmo lugar. Uma pessoa em situação de rua. Não sei seu passado, não sei seu destino. Sei apenas que ele toca violão. E toca com uma entrega rara, dessas que não pedem plateia, nem aplauso. Ele simplesmente está ali, faça chuva ou sol. Por muito tempo, eu só observei. De dentro do carro, desse invólucro que nos protege, e ao mesmo tempo, nos separa. Mas havia algo nele que
há 7 dias3 min de leitura


Uso do erótico
Lendo o texto poderosíssimo de Audre Lorde "Usos do erótico: o erótico como poder", me fez pensar algumas coisas importantes, vejo só: o problema de descobrir o próprio erotismo, não o da pornografia barata, mas o da pulsação íntima da vida, é que você fica estragada para sempre. Estragada para o raso. Depois que você sente o corpo vibrar diante de uma ideia, não dá mais para fingir entusiasmo em reunião burocrática. Depois que uma música te atravessa de verdade, não dá para
5 de mar.2 min de leitura


A filosofia da fratura
Quebrar não é exceção. É regra. O que nos vendem como “inteiro” é propaganda. A vida real é feita de quedas pequenas, estalos quase invisíveis, rachaduras que começam discretas e um dia atravessam tudo. Ninguém atravessa o tempo sem se partir. O resto é mentira social bem maquiada. O Kintsugi: essa delicadeza japonesa de colar o que quebrou com laca e ouro, não é uma técnica artesanal. É um tapa silencioso na nossa obsessão por perfeição. Ele diz, sem levantar a voz: não exis
5 de mar.2 min de leitura


Saudade infantil
No banho, lugar sagrado das revelações infantis (as mães bem sabem), onde a alma parece escorrer junto com a água quente, ouvi a voz frágil de uma menina ser gigante. — Mamãe, eu sinto muita saudade do meu avô... e sinto inveja dos meus amigos que têm avôs pra contar histórias... — disse, e a dor veio líquida, como as lágrimas que não pedem permissão. E ali, no vapor do chuveiro, a vida se expôs nua. A inveja infantil, tão honesta, tão humana. Não a inveja corrosiva dos adult
5 de mar.2 min de leitura
bottom of page